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quarta-feira, julho 02, 2003

Irrealidade Virtual 

Estou a esticar os lombos na esplanada, a beber um ice tea e a ver os borrachos que passam, não gostam do milho híbrido que lhes ofereço, fico-me pelos olhares...Oh encontro a Kikas mesmo em boa altura, para me despejar as fofoquices do nosso círculo de amigos ( ela está a tirar um MBA em arqueologia virtual).

Grrrrrr já sei o porquê do silêncio da Bekas, é um complexo freudiano qualquer que a prende na teia da paternidade, os pais dela não apoiam o nosso romance (eu pensava que estas cenas eram coisa do passado medieval) acham-me um gato pindérico, não tenho onde cair morto, nunca seria escolhido para um Big Brother e em tempo algum seria capaz de lhe pagar as facturas dos vestidos assinados por prestigiados estilistas internacionais. Vou esperar que a Bekas cresça e apareça!

A computação gráfica permite recriar relíquias arquitectónicas de civilizações perdidas no tempo...Gostei particularmente do templo de Carnac (os antigos egípcios chamavam-lhe Ipet Isut ) o santuário de Amon, o rei dos deuses, que no fim de cada verão, saía do seu tabernáculo em procissão para o templo de Luxor . Imponente a avenida das esfinges com cabeça de carneiro e o salão das 134 colunas repletas de baixos-relevos, que representavam os episódios dos grandes festivais litúrgicos.

O divino é a quinta essência da nossa espécie!

Na realidade virtual rasterizar é transformar vectores em voxels, na realidade rasteirar é a arte de derrubar os sonhos dos outros.

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