segunda-feira, julho 14, 2003
Sentado e calado
Por vezes apetece-me falar de política mas fico assombrosamente afónico, deve ser por causa da recessão económica e pelas imagens subliminares que me invadem os olhos da alma, afunda-se-me na garganta o que me vai na cabeça, rendo-me à retórica de uns e ao cinismo de outros.
Nas conversas de café esgoto as palavras sobre o futebol e as estrelas da noite desportiva, no próximo ano vamos extravasar os estádios com alegria ou tristeza, vamos festejar golos ou frangos, mas podemos (ainda) sonhar.
Vou ficar calado; nada de futebol, política ou atribulações e deambulações, vou ficar sentado neste verso...
"... Seria outra manhã esta manhã
se sentado num banco eu que sentado penso
se eu que aqui me sento aqui me sinto
mais à margem da vida do que à beira da avenida
a não sentisse tão sensivelmente eu ..."
Ruy Belo (Meditação Anciã)
Nas conversas de café esgoto as palavras sobre o futebol e as estrelas da noite desportiva, no próximo ano vamos extravasar os estádios com alegria ou tristeza, vamos festejar golos ou frangos, mas podemos (ainda) sonhar.
Vou ficar calado; nada de futebol, política ou atribulações e deambulações, vou ficar sentado neste verso...
"... Seria outra manhã esta manhã
se sentado num banco eu que sentado penso
se eu que aqui me sento aqui me sinto
mais à margem da vida do que à beira da avenida
a não sentisse tão sensivelmente eu ..."
Ruy Belo (Meditação Anciã)
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