terça-feira, setembro 23, 2003
Mantras e absentias
Tenho por hábito gostar do Dalai Lama (não sou budista, sou ateu mas posso ter os meus heróis), porque personifica a bondade, a paciência e a compaixão que não possuo, como adepto da não violência acho fabuloso alguém acreditar que é possível ficar sentado diante da barbárie, da maldade e da injúria com um sorriso belo, grandioso em profunda meditação.
Acabei de ler com assombro as seguintes palavras de Dalai Lama "Terrorism is the worst kind of violence, so we have to check it, we have to take countermeasures", a meditação evoluiu a favor dos interesses dos States? Milhares de tibetanos foram chacinados, espoliados, adulterados na sua cultura e no seu modo de ser, a usurpação dum país em nome do poderio político-militar é uma forma de bomba fantasma que erradica a alma dum povo e nada pode ser feito porque o dragão amarelo poderia cuspir um fogo de apocalipse. Os tibetanos resignaram-se à intrusão chinesa com o encolher de ombros próprio do karma de um povo.
Nunca consegui fazer meditação, adormecia no meio de mil pensamentos.
Afinal a violência não se combate com a indiferença do nirvana, temos os pés assentes na terra, sentimos na pele os conflitos endógenos e tentamos flutuar no seio dos conflitos exógenos; temos divãs, antidepressivos e o tempo que nos resta para tentarmos sobreviver.
Por vezes no texto da Vida temos que ser radicais, mesmo que abusemos dos pontos finais!
Acabei de ler com assombro as seguintes palavras de Dalai Lama "Terrorism is the worst kind of violence, so we have to check it, we have to take countermeasures", a meditação evoluiu a favor dos interesses dos States? Milhares de tibetanos foram chacinados, espoliados, adulterados na sua cultura e no seu modo de ser, a usurpação dum país em nome do poderio político-militar é uma forma de bomba fantasma que erradica a alma dum povo e nada pode ser feito porque o dragão amarelo poderia cuspir um fogo de apocalipse. Os tibetanos resignaram-se à intrusão chinesa com o encolher de ombros próprio do karma de um povo.
Nunca consegui fazer meditação, adormecia no meio de mil pensamentos.
Afinal a violência não se combate com a indiferença do nirvana, temos os pés assentes na terra, sentimos na pele os conflitos endógenos e tentamos flutuar no seio dos conflitos exógenos; temos divãs, antidepressivos e o tempo que nos resta para tentarmos sobreviver.
Por vezes no texto da Vida temos que ser radicais, mesmo que abusemos dos pontos finais!
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