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domingo, outubro 19, 2003

Supremacia da Natureza 

Quer o Homem queira ou não, ele é um elemento recente, banal da Natureza.

O Homem pode criar obras de arte incalculáveis no entanto serão cópias do imaginário colectivo e a Natureza quando lhe apetece diz o que lhe apetece.

Biliões de anos a inventar montanhas, oceanos, espécies biológicas, nuvens e desertos a Natureza não usa o sistema de renumerações, nem precisa de homenagens nem de biografias, faz-se por si própria e continuará por cá a olhar de soslaio para os fósseis humanos até que o Sol a consuma.

O Homem devia ter um pouco mais de atenção nos níveis nucleares do jogo alquímico, devia substituir os reactores nucleares por painéis solares e sistemas eólicos, devia criar jardins nos blocos verticais das cidades e devia respeitar a biodiversidade e os respectivos habitats. O Homem devia encontrar um nova linguagem de vida corporativa e ensaiar uma dança tribal com a Natureza.

Virá um tempo em que não estaremos aqui, mas a Natureza continuará a obra inacabada; talvez os polvos tenham pulmões e asas e o octeto seja o mito do futuro.

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