segunda-feira, novembro 17, 2003
A música é ansiolítica
Estou naqueles dias em que olho em redor e não vejo anjos só filas de trânsito, montes de coisas para fazer e não passo de uma variável numa linha de instrução de um programa biológico; na profundidade das emoções, dos sentimentos, dos acontecimentos talvez exista a vontade de virar a vida de pernas para o ar e ficar a rir até o labirinto transformar a gargalhada numa vertigem icosaédrica. A música é a linguagem dos anjos pois acho que preciso de me enfiar em ondas de jazz até o stress se dissipar e enfim poder desfrutar a madrugada, porque é deslumbrante ver estrelas numa noite outonal quase fria, quase perfeita para ouvir os sons arrasadores de um inconsciente colectivo.
Cada um de nós vive o deserto em si mesmo, não sabemos donde viemos nem para onde vamos e no entanto somos todos grãos neste deserto de emoções, fazemos o amanhã com os nossos corpos transitórios e os nossos pensamentos tornam-se harpas, flautas, tambores, violinos e os anjos buscam inspiração na nossa ambiguidade, precisamos de melodias, asas e um pouco mais de sossego.
Os auscultadores são uma bênção e agora reparo também aquecem as orelhas.
Cada um de nós vive o deserto em si mesmo, não sabemos donde viemos nem para onde vamos e no entanto somos todos grãos neste deserto de emoções, fazemos o amanhã com os nossos corpos transitórios e os nossos pensamentos tornam-se harpas, flautas, tambores, violinos e os anjos buscam inspiração na nossa ambiguidade, precisamos de melodias, asas e um pouco mais de sossego.
Os auscultadores são uma bênção e agora reparo também aquecem as orelhas.
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