terça-feira, dezembro 16, 2003
Assombrosa clandestinidade
Há temas que são verdadeiros tabus, temos a necessidade moral de engolir em seco, é incrível mas ainda hoje nos debatemos com o problema do aborto clandestino, hum se calhar já estou excomungado só por proferir o termo (não há problema sou assombrosamente agnóstico), os deputados da Assembleia da República equacionam a possível descriminalização do aborto, deve ser o efeito do julgamento sobre este tema que ocorre em Aveiro. Fiquei impressionado com a atitude do Sr. Bastonário da Ordem dos Médicos que põe a hipótese de se poder rever o código deontológico quanto a essa matéria.
O direito de fazer isto ou aquilo está no momento, no espaço-tempo do acontecer; não devemos atirar pedras aos prevericadores, porque a sexualidade é uma artimanha eficaz da evolução para actualizar a pool genética de cada espécie.
A massa clerical estabelece culpas, sortilégios, excomunhões e não olham para os pecados da carne que os consomem no pensamento, afinal eles também são abrangidos pelo jogo endócrino e pelo muco da hipocrisia.
O direito de nascer é tão válido como o direito de não nascer; cada consciência faz o que o momento lhe oferece. Não devemos julgar a mulher como a única culpada, só porque tem útero de alojamento, as coisas não são assim tão simples que se resolvam com um sim ou um não ao referendo sobre o aborto; porque nos guetos da vergonha, da angústia as mulheres sofrem sozinhas a decisão de um acto terminal.
Os métodos anticoncepcionais também impedem a formação de novas criaturas e no entanto são legítimos, é preciso criar condições sociais e culturais para que cada indivíduo que entra no ciclo biológico tenha direito a um futuro com oportunidades de expressar as suas potencialidades, sejam elas quais forem; Utopia... As sociedades sujeitam-se às leis da entropia e outros momentos surgirão na sucessão dos tempos.
É curioso mas a ciência ainda não faz úteros artificiais para criar os embriões excedentários da técnica de fertilização in vitro.
Os corpos são eventos temporários e os pensamentos voam para lá de qualquer utopia!
O direito de fazer isto ou aquilo está no momento, no espaço-tempo do acontecer; não devemos atirar pedras aos prevericadores, porque a sexualidade é uma artimanha eficaz da evolução para actualizar a pool genética de cada espécie.
A massa clerical estabelece culpas, sortilégios, excomunhões e não olham para os pecados da carne que os consomem no pensamento, afinal eles também são abrangidos pelo jogo endócrino e pelo muco da hipocrisia.
O direito de nascer é tão válido como o direito de não nascer; cada consciência faz o que o momento lhe oferece. Não devemos julgar a mulher como a única culpada, só porque tem útero de alojamento, as coisas não são assim tão simples que se resolvam com um sim ou um não ao referendo sobre o aborto; porque nos guetos da vergonha, da angústia as mulheres sofrem sozinhas a decisão de um acto terminal.
Os métodos anticoncepcionais também impedem a formação de novas criaturas e no entanto são legítimos, é preciso criar condições sociais e culturais para que cada indivíduo que entra no ciclo biológico tenha direito a um futuro com oportunidades de expressar as suas potencialidades, sejam elas quais forem; Utopia... As sociedades sujeitam-se às leis da entropia e outros momentos surgirão na sucessão dos tempos.
É curioso mas a ciência ainda não faz úteros artificiais para criar os embriões excedentários da técnica de fertilização in vitro.
Os corpos são eventos temporários e os pensamentos voam para lá de qualquer utopia!
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