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quinta-feira, dezembro 04, 2003

Glaciações e sobrevivência 

No Pleistoceno os nossos antepassados não tiveram uma vida fácil entre a realidade do bipedismo e da necessidade metabólica de satisfazer as necessidades essenciais à sobrevivência, foram sucessivamente aprimorando o volume craniano ao ponto de irromper das observações de um passado remoto. a indústria do sílex, os caminhos da vida não foram fáceis para os nossos ascendentes, mas não podemos esquecer que se eles não tivessem sido bem sucedidos nós não estaríamos onde estamos e como estamos. Nesse tempo deveras longínquo não foi tarefa fácil enfrentar quatro duras glaciações (Gunz- Mindel -Riss - Wurm) e transmitir às gerações mais novas as formas adequadas de sobreviver entre renas, neves brancas e imbuir os corpos com as noções primordiais de uma espiritualidade irracional.

No fim desse período intocável da história humana as condições climatológicas estabilizaram no modo como hoje as conhecemos, há 10 000 anos terminou a última glaciação e o homem encontrou mil e uma maneiras de expressar a sua criatividade e engenho nas múltiplas sociedades que tempestivamente criou ao longo de milénios.

É interessante pensar que no fim de uma longa noite branca decerto que o degelo provocou pequenos dilúvios e não estará esta situação relatada nos livros sagrados das diversas religiões da actualidade.
Os nossos antepassados souberam sobreviver e legaram-nos a capacidade de testemunhar e de continuarmos a escrever breves capítulos de biologia na história planetária.

Espero que o protocolo de Kyoto seja interpretado à luz da coragem dos nossos remotos antepassados e que o aquecimento global não provoque o degelo das calotes polares, porque os dilúvios não limpam os pecados da humanidade e não adianta fazer aditamentos a livros sagrados. É preciso recorrer ao engenho da ciência e fundar a indústria da limpeza geral do ambiente!

Se somos o fruto evolutivo de uma espécie de oito milhões de anos devemos respeitar o testemunho da ancestralidade e aqui estaremos por outros tantos milhões de anos até que a evolução se canse de nós ou nós dela!

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