sábado, dezembro 13, 2003
Keiko
Keiko (a simpática orca de 27 anos)alcançou finalmente a sua liberdade, exalou o seu último suspiro ontem na Noruega, uma pneumonia sugou-lhe o olhar de ternura e nunca foi capaz de regressar às origens nem mesmo com a boa vontade de inúmeros gestos humanos.
Keiko tinha sido capturado na Islândia em 1979 e foi vendido para a indústria do divertimento aquático, no ano de 1993 tornou-se herói na saga de três filmes Free Willy e após uma campanha de devolução ao mundo selvagem o simpático Keiko voou até à Islândia com os treinadores para tentar ser feliz no seu pedaço de mar. Em Julho de 2002 foi devolvido ao seu habitat porém nadou até aos fiordes da Noruega em busca da companhia de humanos, afinal não conseguia viver com tantas recordações humanas.
Todos nós o recordamos com uma nostalgia infantil e apesar de ter deixado de respirar continuamos a sentir a sua dedicação na profundidade dos nossos corações.
Às vezes apetece-me ser o felino que afinal não sou, quando vejo a indiferença da espécie humana perante o desamparo, a miséria de animais domésticos abandonados nas cidades, o desespero escrito nos olhos apelativos dessas criaturas que indefesas reclamam um pouco de ternura e afinal também há homens com a mesma sorte.
Se eu fosse uma árvore tudo seria mais simples, teria direito ao silêncio neural e podia ignorar o sofrimento!
Keiko tinha sido capturado na Islândia em 1979 e foi vendido para a indústria do divertimento aquático, no ano de 1993 tornou-se herói na saga de três filmes Free Willy e após uma campanha de devolução ao mundo selvagem o simpático Keiko voou até à Islândia com os treinadores para tentar ser feliz no seu pedaço de mar. Em Julho de 2002 foi devolvido ao seu habitat porém nadou até aos fiordes da Noruega em busca da companhia de humanos, afinal não conseguia viver com tantas recordações humanas.
Todos nós o recordamos com uma nostalgia infantil e apesar de ter deixado de respirar continuamos a sentir a sua dedicação na profundidade dos nossos corações.
Às vezes apetece-me ser o felino que afinal não sou, quando vejo a indiferença da espécie humana perante o desamparo, a miséria de animais domésticos abandonados nas cidades, o desespero escrito nos olhos apelativos dessas criaturas que indefesas reclamam um pouco de ternura e afinal também há homens com a mesma sorte.
Se eu fosse uma árvore tudo seria mais simples, teria direito ao silêncio neural e podia ignorar o sofrimento!
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