domingo, dezembro 28, 2003
Silêncio Dual
Após umas mini férias deliciosas estou de novo nas ruelas do quotidiano.
As festividades sabem sempre a pouco, porque temos sempre a tentação de abusar de umas quantas guloseimas e de desejarmos mais uns presentes adicionais aos nossos desejos inesperados. No entanto os momentos de tentação e satisfação vivem em perfeita harmonia e quantas vezes um pensamento é a alternativa à solidão.
Fiquei sem palavras diante das imagens de sofrimento, de caos que assolam as gentes de Bam (Irão) o sismo que atingiu a região tornou-nos testemunhas de uma dor colectiva e de uma generosidade internacional para com os sobreviventes do mau humor das placas tectónicas. É preciso menos política, menos religião e mais tecnologia e infra-estruturas sociais que permitam aos povos enfrentar as fúrias da Natureza com uma outra esperança de vida. O tempo vai curar mais uma ferida sísmica e outros abalos trarão outras histórias de sofrimento.
Quem inventou o sofrimento? Será que o binómio vida/ morte gerou a percepção da dor?
Só me resta ficar em silêncio pela cidade de Bam e pela Beagle que se perdeu no planeta vermelho sem despedidas, nem glórias.
Existirá vida noutros planetas? Existirá continuidade para os corpos extintos?
As festividades sabem sempre a pouco, porque temos sempre a tentação de abusar de umas quantas guloseimas e de desejarmos mais uns presentes adicionais aos nossos desejos inesperados. No entanto os momentos de tentação e satisfação vivem em perfeita harmonia e quantas vezes um pensamento é a alternativa à solidão.
Fiquei sem palavras diante das imagens de sofrimento, de caos que assolam as gentes de Bam (Irão) o sismo que atingiu a região tornou-nos testemunhas de uma dor colectiva e de uma generosidade internacional para com os sobreviventes do mau humor das placas tectónicas. É preciso menos política, menos religião e mais tecnologia e infra-estruturas sociais que permitam aos povos enfrentar as fúrias da Natureza com uma outra esperança de vida. O tempo vai curar mais uma ferida sísmica e outros abalos trarão outras histórias de sofrimento.
Quem inventou o sofrimento? Será que o binómio vida/ morte gerou a percepção da dor?
Só me resta ficar em silêncio pela cidade de Bam e pela Beagle que se perdeu no planeta vermelho sem despedidas, nem glórias.
Existirá vida noutros planetas? Existirá continuidade para os corpos extintos?
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