terça-feira, dezembro 30, 2003
Um animal entre os demais
O biólogo francês Étienne Geoffroy Saint Hilaire criou em 1790, o termo etologia para designar os estudos que efectuava em anatomia comparada, no entanto este estudo ficou preso no esquecimento de um século, por volta de 1930 o estudo dos animais e os comportamentos de cada espécie entraram nos laboratórios dos cientistas, com Konrad Lorenz e com Karl von Frish começou a busca de estereótipos de comportamentos das diferentes espécies animais em estudo experimental. Com o passar do tempo os cientistas consideraram que só podiam compreender os animais se os observassem no seu habitat e após extinções acidentais e forçadas começaram a surgir reservas para espécies selvagens, uma espécie de santuários de estudo e de esperança para as espécies abrangidas pela possibilidade de continuarem a viver uma forma exequível de liberdade selvagem.
Os animais têm a capacidade de se adaptarem a situações desconhecidas, procurando soluções e são capazes de transmitir os resultados das experiências novas, numa sucessão de informação adaptativa.
A análise do repertório dos comportamentos de cada espécie animal pode ajudar-nos a descodificar o mundo submerso do comportamento humano.
Talvez o Homem possa chegar à mesma conclusão que outras espécies, incluindo os símios que a conciliação é nitidamente mais vantajosa que o conflito duradouro, pode ser que este axioma simples possa ajudar a espécie humana a subir mais um degrau na escada da evolução do comportamento social.
Precisamos de biólogos cibernéticos para reproduzirem criaturas virtuais similares às reais, para que não seja necessário encher os laboratórios do saber com o sofrimento dos animais, modelos cibernéticos poderão reproduzir experiências e chegar às mesmas conclusões científicas e talvez seja mais simples olhar os olhos de criaturas virtuais sem termos de baixar a cabeça em nome da ciência humana.
Devo confessar que dificilmente me tornarei vegetariano, resta-me enfiar a cabeça na areia e continuar a correr neste deserto de palavras. Sou apenas um animal entre os demais!
Os animais têm a capacidade de se adaptarem a situações desconhecidas, procurando soluções e são capazes de transmitir os resultados das experiências novas, numa sucessão de informação adaptativa.
A análise do repertório dos comportamentos de cada espécie animal pode ajudar-nos a descodificar o mundo submerso do comportamento humano.
Talvez o Homem possa chegar à mesma conclusão que outras espécies, incluindo os símios que a conciliação é nitidamente mais vantajosa que o conflito duradouro, pode ser que este axioma simples possa ajudar a espécie humana a subir mais um degrau na escada da evolução do comportamento social.
Precisamos de biólogos cibernéticos para reproduzirem criaturas virtuais similares às reais, para que não seja necessário encher os laboratórios do saber com o sofrimento dos animais, modelos cibernéticos poderão reproduzir experiências e chegar às mesmas conclusões científicas e talvez seja mais simples olhar os olhos de criaturas virtuais sem termos de baixar a cabeça em nome da ciência humana.
Devo confessar que dificilmente me tornarei vegetariano, resta-me enfiar a cabeça na areia e continuar a correr neste deserto de palavras. Sou apenas um animal entre os demais!
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