sexta-feira, janeiro 30, 2004
Reprodução Assistida
Os problemas éticos são uma realidade na consciência humana quando se aborda o tema da procriação medicamente assistida, a resposta da ciência aos casos de infertilidade humana oferece hipóteses de sucesso que num passado recente seriam actos de ficção cientifica, a criopreservação de embriões tem levantado vozes e criado celeumas mas não devemos esquecer que a taxa de êxito de criopreservação é mais ou menos de 50%, logo metade dos embriões ficam de fora da corrida da implantação; a resolução de distúrbios do foro reprodutivo são importantes, no entanto neste crescente fértil de seis biliões de pessoas inúmeras crianças precisam de ternura e da disponibilidade de úteros afectivos por parte dos adultos.
A selecção embrionária pode vir a tornar-se um acto médico vulgar no futuro, uma forma de tentar erradicar situações clínicas indesejáveis, a tentativa davidiana de atingir a eficácia biológica do corpo humano.
A investigação das células estaminais oferece alternativas através de técnicas como a semi-clonagem com haploidização, isto é a criação de gâmetas artificiais através de células somáticas adultas, o que descarta a utilização de ovócitos e espermatozóides e resolve problemas de homens e mulheres que estejam incapacitados de produzir as gâmetas sexuais. Os cientistas começam a pressionar o gatilho da vida e a possibilidade de atingirem inocentes é um desafio que terá um preço e um nome.
As gerações vindouras serão geneticamente programadas, redesenhadas a pensar no sucesso de uma espécie sobre as leis da vida; no entanto não sei se essa humanidade terá necessidade de ética, de sonhos, de explicações porque as chaves do genoma podem abrir portas para zonas desconhecidas do inconsciente colectivo.
Fomos concebidos num tempo em que os úteros eram nominais, no entanto vamos ter de aprender a viver com outras modalidades gestacionais. Oh sou adepto do acto primitivo da reprodução feito a dois, com amor e aquela incerteza do momento!
A selecção embrionária pode vir a tornar-se um acto médico vulgar no futuro, uma forma de tentar erradicar situações clínicas indesejáveis, a tentativa davidiana de atingir a eficácia biológica do corpo humano.
A investigação das células estaminais oferece alternativas através de técnicas como a semi-clonagem com haploidização, isto é a criação de gâmetas artificiais através de células somáticas adultas, o que descarta a utilização de ovócitos e espermatozóides e resolve problemas de homens e mulheres que estejam incapacitados de produzir as gâmetas sexuais. Os cientistas começam a pressionar o gatilho da vida e a possibilidade de atingirem inocentes é um desafio que terá um preço e um nome.
As gerações vindouras serão geneticamente programadas, redesenhadas a pensar no sucesso de uma espécie sobre as leis da vida; no entanto não sei se essa humanidade terá necessidade de ética, de sonhos, de explicações porque as chaves do genoma podem abrir portas para zonas desconhecidas do inconsciente colectivo.
Fomos concebidos num tempo em que os úteros eram nominais, no entanto vamos ter de aprender a viver com outras modalidades gestacionais. Oh sou adepto do acto primitivo da reprodução feito a dois, com amor e aquela incerteza do momento!
quinta-feira, janeiro 29, 2004
Vacuidades
O prémio Sakaharov foi entregue às Nações Unidas e o sr Kofi Annan não se esqueceu de homenagear Sérgio Vieira de Melo que nos legou uma lição de resignação e humildade ao perder a vida num atentado inútil.
Andrei Dmitrievich Sakaharov (Prémio Nobel da Física) assumiu a sua dissidência como um desafio de coragem perante um governo totalitário da URSS, num tempo de agressividade politica que calava as vozes daqueles que acreditavam que os pensamentos podiam ser livres: as flutuações quânticas do vazio já estavam presentes no horizonte do cientista, talvez essas flutuações possam ser responsáveis pela aceleração do Universo para além dos megaparsecs da racionalidade humana.
Quando olhamos com atenção os diagramas de Feynman temos uma impressão que o vazio pode ser a unificação dos quatro campos de interacção (electromagnética – interacção forte – interacção fraca – gravitação). Talvez o vazio seja o tudo e o nada de qualquer outra coisa.
No budismo tibetano a ideia de sunyata - vacuidade está associada à ideia de interdependência...Hum nem uma vida de meditação me chegava para compreender o inatingível tao do vazio.
E aí vem o sexto estado da matéria... eu vou dar um giro pelo estado líquido da chuva, hehehe !
Andrei Dmitrievich Sakaharov (Prémio Nobel da Física) assumiu a sua dissidência como um desafio de coragem perante um governo totalitário da URSS, num tempo de agressividade politica que calava as vozes daqueles que acreditavam que os pensamentos podiam ser livres: as flutuações quânticas do vazio já estavam presentes no horizonte do cientista, talvez essas flutuações possam ser responsáveis pela aceleração do Universo para além dos megaparsecs da racionalidade humana.
Quando olhamos com atenção os diagramas de Feynman temos uma impressão que o vazio pode ser a unificação dos quatro campos de interacção (electromagnética – interacção forte – interacção fraca – gravitação). Talvez o vazio seja o tudo e o nada de qualquer outra coisa.
No budismo tibetano a ideia de sunyata - vacuidade está associada à ideia de interdependência...Hum nem uma vida de meditação me chegava para compreender o inatingível tao do vazio.
E aí vem o sexto estado da matéria... eu vou dar um giro pelo estado líquido da chuva, hehehe !
quarta-feira, janeiro 28, 2004
Problemas e Oportunidades
Nas terras de Shakespeare acontecem escândalos políticos como em qualquer outro canto do mundo terrestre, a polémica do relatório Hutton ateia palavras, perguntas sobre o suicido do cientista David Kelly e iliba o Sr.Tony Blair de culpas e desculpas no caso do dossier das armas de destruição massiva iraquianas e os problemas que as raposas arranjam nos jardins privados e públicos a procurarem tocas disponíveis, têm uma solução simples nos excrementos de leão, a dispersão dos solos com as fezes do rei da selva afastam as pobres raposas de qualquer instalação de procriação indesejada, e só lhes resta a oportunidade de procurar outros locais de refúgio, mas que odores tão soberanos a resolverem os problemas ecológicos de umas raposas citadinas.
Enquanto a neve assola vários estados americanos o Sr. John Kerry tenta ganhar a corrida no seio dos democratas, para poder servir a nação num lugar ao sol na casa branca. O rover Opportunity está com problemas... Ora neste planeta todos estamos sob um factor exponencial de problemas hehehehe.
Em vez de processos químicos de desratização, porque os obsessivos roedores ocupam as entranhas das cidades, devia-se introduzir casais de corujas nas cornijas do betão das cidades, porque um casal de corujas consegue limpar o sebo a 1200 ratos por ano, mas neste equilíbrio predatório ter-se-ia que arranjar lugar para umas águias e falcões com disposição a habitarem a noite feérica das cidades. Ora vamos investir em corujas e falcões para patrulharem os céus citadinos e suburbanos.
Ooops as metáforas urbanas dos nichos ecológicos já estão em acção predatória na sociedade, ratos, corujas e falcões não faltam no nosso quotidiano.
A espécie humana deve usar a cultura/ciência como motor da sua própria evolução.
Enquanto a neve assola vários estados americanos o Sr. John Kerry tenta ganhar a corrida no seio dos democratas, para poder servir a nação num lugar ao sol na casa branca. O rover Opportunity está com problemas... Ora neste planeta todos estamos sob um factor exponencial de problemas hehehehe.
Em vez de processos químicos de desratização, porque os obsessivos roedores ocupam as entranhas das cidades, devia-se introduzir casais de corujas nas cornijas do betão das cidades, porque um casal de corujas consegue limpar o sebo a 1200 ratos por ano, mas neste equilíbrio predatório ter-se-ia que arranjar lugar para umas águias e falcões com disposição a habitarem a noite feérica das cidades. Ora vamos investir em corujas e falcões para patrulharem os céus citadinos e suburbanos.
Ooops as metáforas urbanas dos nichos ecológicos já estão em acção predatória na sociedade, ratos, corujas e falcões não faltam no nosso quotidiano.
A espécie humana deve usar a cultura/ciência como motor da sua própria evolução.
terça-feira, janeiro 27, 2004
Arte na filogenia viral
Vírus, criaturas microscópicas que não possuem a propriedade essencial ao sistema biológico (capacidade de reprodução), arranjaram estratagemas de se replicarem nas células alvo e de assegurarem a sobrevivência do seu reino quase inerte, quase silencioso.
Actualmente a contagem de genomas virais ultrapassa os 2000 e deve existir uma máfia algures em mutação, um bom elenco de mutações pode criar um filme de terror e não é uma produção hollywoodesca, um guião de aprendizagem biológica com o sucesso integral no mundo vivo. Os vírus parasitaram todo o sistema biológico, acomodaram-se aos insectos, aos moluscos, às plantas, aos peixes, aos répteis, às aves, aos mamíferos, aos fungos e às bactérias e assinam o sucesso da sua identidade na sua absoluta necessidade de invadir a quietude celular de outras espécies.
Usam a geometria e ficheiros de DNA/RNA para compactarem a informação e gerirem os seus “affaires”de infectar células, de as escravizar, destitui-las das suas funções normais para a sua própria replicação e os filhos desta automatização de sobrevivência infectam outras células e continuam o seu processo esclavagista; a guerra é declarada num silêncio de sinais, o recrutamento dos soldados do sistema imunitário do hospedeiro libertam as armas químicas adequadas para conseguir o declínio do agente invasor... Assim nestas guerras permanentes e silenciosas vive a orbe terráquea.
As epizootias são uma brincadeira de mau gosto dessas criaturas que resolvem saltar de uma espécie de hospedeiro para outra espécie, por isso o abate massivo das aves no Oriente é uma medida correcta para tentar e evitar o salto para a espécie humana.
Acho que os vírus têm a arte de uma filogenia de centenas de milhões de anos e uma ética que precisa de ser modificada pela inteligência humana.
Usamos vacinas e fármacos antivirais nesta guerra sem tréguas, mas continuamos com as defesas em alerta máximo, porque os vírus não assinam armistícios.
Em Hollywood prepara-se a cerimónia das estátuas e a trilogia do Sr. dos Anéis ajeita-se para se replicar em Óscares e aplausos.
Sem viroses nem tempo para cinemas, cá vou calcorreando os dias!
Actualmente a contagem de genomas virais ultrapassa os 2000 e deve existir uma máfia algures em mutação, um bom elenco de mutações pode criar um filme de terror e não é uma produção hollywoodesca, um guião de aprendizagem biológica com o sucesso integral no mundo vivo. Os vírus parasitaram todo o sistema biológico, acomodaram-se aos insectos, aos moluscos, às plantas, aos peixes, aos répteis, às aves, aos mamíferos, aos fungos e às bactérias e assinam o sucesso da sua identidade na sua absoluta necessidade de invadir a quietude celular de outras espécies.
Usam a geometria e ficheiros de DNA/RNA para compactarem a informação e gerirem os seus “affaires”de infectar células, de as escravizar, destitui-las das suas funções normais para a sua própria replicação e os filhos desta automatização de sobrevivência infectam outras células e continuam o seu processo esclavagista; a guerra é declarada num silêncio de sinais, o recrutamento dos soldados do sistema imunitário do hospedeiro libertam as armas químicas adequadas para conseguir o declínio do agente invasor... Assim nestas guerras permanentes e silenciosas vive a orbe terráquea.
As epizootias são uma brincadeira de mau gosto dessas criaturas que resolvem saltar de uma espécie de hospedeiro para outra espécie, por isso o abate massivo das aves no Oriente é uma medida correcta para tentar e evitar o salto para a espécie humana.
Acho que os vírus têm a arte de uma filogenia de centenas de milhões de anos e uma ética que precisa de ser modificada pela inteligência humana.
Usamos vacinas e fármacos antivirais nesta guerra sem tréguas, mas continuamos com as defesas em alerta máximo, porque os vírus não assinam armistícios.
Em Hollywood prepara-se a cerimónia das estátuas e a trilogia do Sr. dos Anéis ajeita-se para se replicar em Óscares e aplausos.
Sem viroses nem tempo para cinemas, cá vou calcorreando os dias!
segunda-feira, janeiro 26, 2004
Minerais e catedrais
O rover Opportunity com as suas seis patas e nove olhos, passeia-se no Meridiano Planum marciano com uma invulgar graciosidade e enviou para casa imagens de um solo cinzento, talvez rochas que se assemelham a hematite (Fe2O3) e se tivermos em conta que a formação da hematite necessita da presença de água pode-se inferir que noutros tempos a água dançou no solo marciano e só mais tarde saberemos se foi criada a partitura biótica; são imagens que empolgam os geólogos, que através dos olhos do rover podem tentar idear o solo marciano e novas teorias emergirão no horizonte da geologia planetária, o rover Spirit tem problemas de software, faz reset quando lhe dá na gana (será culpa da Microsoft? Lol) mas dentro de duas a três semanas os problemas serão resolvidos para gáudio dos cientistas e dos curiosos do saber.
Enquanto em Cuba se inaugura uma catedral ortodoxa financiada pelo Sr. Fidel Castro e tempestades de neve assolam a capital americana, o perigo de uma epidemia regional da gripe das aves começa a fazer-nos olhar de soslaio para os galináceos e para a invisibilidade dos vírus que simplesmente procuram novos hospedeiros obedecendo ao imperativo do "multiplicai-vos", porém a vida continua para além dos dramas!
Estamos rodeados de epidemias, de tragédias, de hipóteses disto e daquilo, no entanto temos que glorificar cada dia com um sorriso solar. Em Vénus deve existir obsidiana (SiO2) suficiente para fazer uma catedral à aventura humana.
Enquanto em Cuba se inaugura uma catedral ortodoxa financiada pelo Sr. Fidel Castro e tempestades de neve assolam a capital americana, o perigo de uma epidemia regional da gripe das aves começa a fazer-nos olhar de soslaio para os galináceos e para a invisibilidade dos vírus que simplesmente procuram novos hospedeiros obedecendo ao imperativo do "multiplicai-vos", porém a vida continua para além dos dramas!
Estamos rodeados de epidemias, de tragédias, de hipóteses disto e daquilo, no entanto temos que glorificar cada dia com um sorriso solar. Em Vénus deve existir obsidiana (SiO2) suficiente para fazer uma catedral à aventura humana.
domingo, janeiro 25, 2004
Simplesmente tristeza
Hum a vida é um enigma, mas a emoção sobe pela nossa percepção das coisas quando vemos um jovem de 24 anos, cheio de vida e de alegria cair por inteiro no relvado dum estádio de futebol, assistiu-se em directo a um drama de vida, o jogador de futebol (Benfica), Miklos Fehér, perde a vida com um sorriso nos lábios; uma paragem cardio respiratória que ceifou todos os sonhos de um jovem.
Eu sei que a morte é um evento lógico e inevitável, mas mesmo assim nunca me consigo distanciar de uma infinita tristeza perante as perdas humanas e quando se está na flor da vida ficam somente lágrimas e uma revolta de não poder evitar tais acontecimentos.
Talvez se compreendam os sonhos daqueles que buscam a imortalidade, é nestes momentos que chegamos a perceber a sua ânsia de erradicar o sofrimento do adeus irreversível.
Miklos Fehér estejas onde estiveres, talvez num jardim da eternidade, sê feliz!
Afinal Colin Powell admitiu que o regime de Saddam Hussein não estaria na posse de armas de destruição massiva, argumento que foi ostentado como cavalo de batalha e que foi politicamente reconhecido como argumento inválido no palco real de uma guerra que já foi. Reconhecer a evidência dos factos não traz solução para os problemas do dia a dia do povo iraquiano e dos jovens militares americanos que regressam a casa tapados com a honra de uma bandeira.
É tempo de tentar diminuir o sofrimento colectivo da humanidade!
Eu sei que a morte é um evento lógico e inevitável, mas mesmo assim nunca me consigo distanciar de uma infinita tristeza perante as perdas humanas e quando se está na flor da vida ficam somente lágrimas e uma revolta de não poder evitar tais acontecimentos.
Talvez se compreendam os sonhos daqueles que buscam a imortalidade, é nestes momentos que chegamos a perceber a sua ânsia de erradicar o sofrimento do adeus irreversível.
Miklos Fehér estejas onde estiveres, talvez num jardim da eternidade, sê feliz!
Afinal Colin Powell admitiu que o regime de Saddam Hussein não estaria na posse de armas de destruição massiva, argumento que foi ostentado como cavalo de batalha e que foi politicamente reconhecido como argumento inválido no palco real de uma guerra que já foi. Reconhecer a evidência dos factos não traz solução para os problemas do dia a dia do povo iraquiano e dos jovens militares americanos que regressam a casa tapados com a honra de uma bandeira.
É tempo de tentar diminuir o sofrimento colectivo da humanidade!
sábado, janeiro 24, 2004
Recompensas e Macacos
Os humanos vão descobrindo de experiência em experiência que afinal não têm o exclusivismo do senso comum e do sentido da justiça, os cientistas Sarah F. Brosnan e Frans B. M. de Waal, da Emory University provaram que os macacos-prego foram alvo de uma experiência que envolvia alimentos e pedras reagiam à injustiça das situações criadas e chegavam mesmo a não comer as rodelas de peninos ou mesmo atirá-las para fora da cela, então os primatas têm um sentido de justiça inato, afinal não inventámos a justiça, apenas o seu modus operandis é diferente, mas pode explicar aquilo que os economistas não compreendiam quando alguém recusa uma dada recompensa por achar injusto ou inadequado às suas aspirações; então entra em jogo o factor emocional nesta história de juízos e de juízes.
Os primatas têm emoções e são apenas os nossos ancestrais com um bug de comunicação, não fizeram o upgrade adequado, no entanto somos a continuidade do seu sucesso evolutivo.
As greves obedecem ao sistema da recusa da recompensa e os governos brincam com os agentes da recusa como se fosse de outra natureza e afinal é tudo uma questão emocional!
Ora há macacos privilegiados e os macacos que na corda bamba vão fazendo girar o circo da vida.
Hoje recuso-me a comer bananas, porque nesta república as bananas estão decadentes!
Os primatas têm emoções e são apenas os nossos ancestrais com um bug de comunicação, não fizeram o upgrade adequado, no entanto somos a continuidade do seu sucesso evolutivo.
As greves obedecem ao sistema da recusa da recompensa e os governos brincam com os agentes da recusa como se fosse de outra natureza e afinal é tudo uma questão emocional!
Ora há macacos privilegiados e os macacos que na corda bamba vão fazendo girar o circo da vida.
Hoje recuso-me a comer bananas, porque nesta república as bananas estão decadentes!
sexta-feira, janeiro 23, 2004
Rovers e Flu
O rover Spirit deu sinais de vida, não está de boa saúde mas conseguiu transmitir dados a 120 bits por segundo durante 20 minutos, os engenheiros da NASA tem trabalho extra nas próximas semanas para recuperar a missão e decerto ficam em posição de poder prevenir eventos similares com o rover Opportunity que chega daqui a algumas horas ao equador marciano. Uma sexta-feira deliciosa para os fãs de Marte porque a Mars Observer European enviou dados que são plausíveis com a presença de gelo no pólo sul marciano e nos próximos dias outros dados espectro métricos podem fazer crescer água na boca naqueles que acreditam na paleobiologia marciana. Não esperam encontrar vírus da influenza no entardecer alaranjado!
As galinhas vingam-se da nossa gula desmesurada e os vírus da flu das aves começa a transpor a barreira das espécies, se ocorrer uma mutação no vírus pode provocar um problema de saúde pública à população humana, no entanto a gripe das aves continua circunscrita ao Oriente e nós podemos estar descansados a saborear os churrascos de fim-de-semana, a contaminação não se faz pela ingestão da carne dos infelizes galináceos, mas sim através de partículas inaladas.
Os vírus devem ter uma apetência mediática, gostam de ser notícia e fazer parte do alarido das hipotéticas desgraças do mundo moderno, no entanto os microbiologistas estão em estado de alerta e o sistema imunitário humano no decurso de milhares de anos sempre encontrou soluções para vencer a guerra biológica que essas diminutas criaturas fazem num silêncio de invisibilidade.
Salivo, logo existo! Mmmmhhhmmm, pernas de frango grelhadas e adubadas com molho picante, batatas crocantes e uma saída nocturna para desmoer o jantar!
As galinhas vingam-se da nossa gula desmesurada e os vírus da flu das aves começa a transpor a barreira das espécies, se ocorrer uma mutação no vírus pode provocar um problema de saúde pública à população humana, no entanto a gripe das aves continua circunscrita ao Oriente e nós podemos estar descansados a saborear os churrascos de fim-de-semana, a contaminação não se faz pela ingestão da carne dos infelizes galináceos, mas sim através de partículas inaladas.
Os vírus devem ter uma apetência mediática, gostam de ser notícia e fazer parte do alarido das hipotéticas desgraças do mundo moderno, no entanto os microbiologistas estão em estado de alerta e o sistema imunitário humano no decurso de milhares de anos sempre encontrou soluções para vencer a guerra biológica que essas diminutas criaturas fazem num silêncio de invisibilidade.
Salivo, logo existo! Mmmmhhhmmm, pernas de frango grelhadas e adubadas com molho picante, batatas crocantes e uma saída nocturna para desmoer o jantar!
quinta-feira, janeiro 22, 2004
Spirit em coma!
"Mars rover "Spirit" has a very serious anomaly"
Pete Theisinger
Iniciou-se o ano chinês do macaco e que grande macacada vai neste planeta!
A consternação começa a adensar-se nos rostos dos cientistas da NASA, o rover Spirit está com sérios problemas de comunicação e os esperados 90 dias de actividade da sonda podem ter caído num inesperado silêncio, os ventos marcianos não estão de feição à navegação terráquea.
No próximo sábado será a oportunidade do rover Opportunity vingar a morte do Spirit e a digitalização de imagens do planeta vermelho trará outras perspectivas dum mundo laranja e hostil.
A aventura espacial é o argumento de tenacidade humana, não vale a pena derramar lágrimas, o trabalho herculiano terá a sua recompensa em tempo próprio.
O diferendo de Caxemira pode estar no bom caminho, as tréguas de um conflito são a esperança da mudança de mentalidades, a abertura a novas formas de coabitação, a vida é feita de sucessos /insucessos, mas temos de dobrar as madrugadas com um sorriso e talvez o dia seguinte seja glorioso!
Meowwwwww
Pete Theisinger
Iniciou-se o ano chinês do macaco e que grande macacada vai neste planeta!
A consternação começa a adensar-se nos rostos dos cientistas da NASA, o rover Spirit está com sérios problemas de comunicação e os esperados 90 dias de actividade da sonda podem ter caído num inesperado silêncio, os ventos marcianos não estão de feição à navegação terráquea.
No próximo sábado será a oportunidade do rover Opportunity vingar a morte do Spirit e a digitalização de imagens do planeta vermelho trará outras perspectivas dum mundo laranja e hostil.
A aventura espacial é o argumento de tenacidade humana, não vale a pena derramar lágrimas, o trabalho herculiano terá a sua recompensa em tempo próprio.
O diferendo de Caxemira pode estar no bom caminho, as tréguas de um conflito são a esperança da mudança de mentalidades, a abertura a novas formas de coabitação, a vida é feita de sucessos /insucessos, mas temos de dobrar as madrugadas com um sorriso e talvez o dia seguinte seja glorioso!
Meowwwwww
quarta-feira, janeiro 21, 2004
Campos e Vectores
Os campos são o pasto de inúmeras incertezas e as colheitas surgem inesperadamente na luminosidade da madrugada científica.
O cientista inglês, Michael Faraday (1791-1867) procurava a essência dos fenómenos reais e introduziu no seio científico a noção de campo magnético e campo eléctrico, segundo a teoria de Faraday as cargas eléctricas não actuam directamente umas sobre as outras; cada carga eléctrica cria em seu redor um espaço próprio denominado campo eléctrico e o campo associado a uma dada carga actua sobre outra carga. A existência do campo eléctrico é material porque existe independentemente da nossa observação e a sua propriedade fundamental consiste na acção através de uma dada força sobre as cargas eléctricas. Os vectores do campo eléctrico actuaram sobre a curiosidade humana e a rede de conhecimentos iluminou as trevas da sociedade e hoje a nocturnidade do céu planetário está povoada de uma miríade de pontos luminosos, enquanto faróis imperceptíveis encaminham pensamentos de homens para a enseada da próxima geração de cientistas.
Os supercondutores prometem improvisar uma nova forma de olhar o mundo e os chips 3-D vão manter em alerta a nossa curiosidade!
O cientista inglês, Michael Faraday (1791-1867) procurava a essência dos fenómenos reais e introduziu no seio científico a noção de campo magnético e campo eléctrico, segundo a teoria de Faraday as cargas eléctricas não actuam directamente umas sobre as outras; cada carga eléctrica cria em seu redor um espaço próprio denominado campo eléctrico e o campo associado a uma dada carga actua sobre outra carga. A existência do campo eléctrico é material porque existe independentemente da nossa observação e a sua propriedade fundamental consiste na acção através de uma dada força sobre as cargas eléctricas. Os vectores do campo eléctrico actuaram sobre a curiosidade humana e a rede de conhecimentos iluminou as trevas da sociedade e hoje a nocturnidade do céu planetário está povoada de uma miríade de pontos luminosos, enquanto faróis imperceptíveis encaminham pensamentos de homens para a enseada da próxima geração de cientistas.
Os supercondutores prometem improvisar uma nova forma de olhar o mundo e os chips 3-D vão manter em alerta a nossa curiosidade!
terça-feira, janeiro 20, 2004
Ofertas de sedução
Hoje estou tentado a falar da sedução das flores, porque a estratégia da sexualidade das plantas é deslumbrante, as flores são os órgãos sexuais das plantas (estames e gineceu) que cativam insectos e pássaros para o sucesso reprodutivo e assim evitam a consanguinidade. A comunicação entre as plantas é feita através de vários elementos químicos como por exemplo o etileno, estranhos odores que inebriam o olfacto de qualquer um.
Quando oferecemos um perfume a alguém estamos a oferecer os órgãos genitais das plantas hehehhe a sexualidade usa a magia da sedução como arma de actualização da pool biológica.
A Bekas diz que eu estou a ficar demasiado chato, atolado em tecnicismos de enciclopédia de cordel e resolve fazer-me concorrência com a criação do blog da Bekas que escreve romances de conspirações e os mete debaixo da cama.
Espero não ser uma personagem rezingona desse romance, mas serei certamente leitor da saga prometida!
Quando oferecemos um perfume a alguém estamos a oferecer os órgãos genitais das plantas hehehhe a sexualidade usa a magia da sedução como arma de actualização da pool biológica.
A Bekas diz que eu estou a ficar demasiado chato, atolado em tecnicismos de enciclopédia de cordel e resolve fazer-me concorrência com a criação do blog da Bekas que escreve romances de conspirações e os mete debaixo da cama.
Espero não ser uma personagem rezingona desse romance, mas serei certamente leitor da saga prometida!
segunda-feira, janeiro 19, 2004
Secretismo biológico
Todos nós sabemos o que é a Vida, embora saibamos como funciona o sistema biológico assente na química do carbono ainda permanece no segredo dos deuses a chave da criação, o simulacro das condições pré bióticas podem ser representadas em laboratório mas a vida em si continua a guardar as cenas secretas da sua gestação cósmica.
Podemos admitir vários sistemas bióticos sustentados noutros elementos químicos da tabela periódica e podemos imaginar sistemas biológicos fundados em nichos ecológicos por esse cosmos fora, no entanto o enigma da Vida passeia-se diante do nosso olhar céptico e residual.
Admitamos que fosse possível reproduzir num experimento laboratorial um gato feito átomo a átomo, com a precisão quântica de quarks, de todas as forças electromagnéticas necessárias ao design final do bichano, será que poderíamos considerar o gato vivo? A vida tem em si níveis de incerteza, substratos de consciência/inconsciência, encriptações fascinantes, possibilidades metafísicas e uma génese desconhecida.
Os passos audazes do rover Spirit procuram sinais de populações microbianas no planeta das tempestades vermelhas e neste aquário terrestre vivem as mais belas histórias biológicas de incontáveis criaturas deste insignificante ponto do braço espiralado da via láctea.
Somos todos unidades elementares de um tecido terrestre biológico, temos de ter o respeito pelo colectivo, a necessidade de sobreviver e a esperança nos caminhos evolutivos da Vida.
Podemos admitir vários sistemas bióticos sustentados noutros elementos químicos da tabela periódica e podemos imaginar sistemas biológicos fundados em nichos ecológicos por esse cosmos fora, no entanto o enigma da Vida passeia-se diante do nosso olhar céptico e residual.
Admitamos que fosse possível reproduzir num experimento laboratorial um gato feito átomo a átomo, com a precisão quântica de quarks, de todas as forças electromagnéticas necessárias ao design final do bichano, será que poderíamos considerar o gato vivo? A vida tem em si níveis de incerteza, substratos de consciência/inconsciência, encriptações fascinantes, possibilidades metafísicas e uma génese desconhecida.
Os passos audazes do rover Spirit procuram sinais de populações microbianas no planeta das tempestades vermelhas e neste aquário terrestre vivem as mais belas histórias biológicas de incontáveis criaturas deste insignificante ponto do braço espiralado da via láctea.
Somos todos unidades elementares de um tecido terrestre biológico, temos de ter o respeito pelo colectivo, a necessidade de sobreviver e a esperança nos caminhos evolutivos da Vida.
sábado, janeiro 17, 2004
Gotas de Vida
Temos uma natureza aquática dentro dos corpos meados de água e de fluxos bioquímicos, o sangue é o rio da fertilidade dos nossos corpos. O sangue é liquido porque existe um equilíbrio entre os factores que determinam a fibrinólise e os factores que determinam a coagulação, quando ocorrem alterações dos factores envolventes surgem problemas mais ou menos sérios que a hematologia ajuda a solucionar ou pelo menos tende a diminuir os efeitos deletérios sobre o organismo humano.
Todos compreendemos que o sangue é vida e as dávidas de sangue são a esperança de vida para inúmeros pacientes, as transfusões sanguíneas são a expressão da generosidade dos dadores de sangue que anonimamente dão gotas de esperança a quem delas necessita.
Não compreendo como a seita das testemunhas de Jeová impede que este meio terapêutico seja usado nos seus seguidores, apenas porque interpretam uns versículos bíblicos de uma forma textual em vez de alargar os horizontes do deus em que acreditam, fecham-se em frases e condenam a uma morte prematura os membros do culto que por acaso necessitem de uma transfusão sanguínea.
As lendas de vampiros e lobisomens já não incomodam ninguém, o que incomoda é a ignorância.
Dar sangue é um acto de cidadania e de uma forma egoísta até posso acrescentar: hoje pelos outros, amanhã por mim!
Todos compreendemos que o sangue é vida e as dávidas de sangue são a esperança de vida para inúmeros pacientes, as transfusões sanguíneas são a expressão da generosidade dos dadores de sangue que anonimamente dão gotas de esperança a quem delas necessita.
Não compreendo como a seita das testemunhas de Jeová impede que este meio terapêutico seja usado nos seus seguidores, apenas porque interpretam uns versículos bíblicos de uma forma textual em vez de alargar os horizontes do deus em que acreditam, fecham-se em frases e condenam a uma morte prematura os membros do culto que por acaso necessitem de uma transfusão sanguínea.
As lendas de vampiros e lobisomens já não incomodam ninguém, o que incomoda é a ignorância.
Dar sangue é um acto de cidadania e de uma forma egoísta até posso acrescentar: hoje pelos outros, amanhã por mim!
quinta-feira, janeiro 15, 2004
Criaturas Artificiais
"It is now possible to design artificial intelligence systems that are able to reason well enough to be effective partners in scientific research"
Larry Hunter (Biólogo Computacional-University of Colorado School of Medicine)
Estou extasiado com a possibilidade de a inteligência artificial evoluir até ao ponto de um dia se ter de equacionar o problema da legitimidade biológica dos andróides; os primeiros passos dessa criatura artificial estão dados, os rovers caminham em solo marciano, os esboços neurais estão nos processadores actuais num estado primitivo, mas à medida que a electrónica se combina com a biologia pode dar origem à criação de híbridos promissores na perspectiva holística da evolução.
O modelo de Frankenstein pode ser uma criatura artificial com um design antropomórfico, dotada de um gigantesco potencial de armazenamento de dados e de fileiras intermináveis de hipóteses, de postulados e pode ser repetidamente fabricada em linhagens específicas, introduzida no mercado global com o objectivo de libertar o Homem do esclavagismo existencial; talvez a ociosidade permita ao Homem a gestão adequada das suas emoções, dos seus sentimentos, das suas percepções.
Estarão os andróides sujeitos à lei inexorável da evolução? Poderão ser portadores de uma consciência? Uma tempestade de perguntas que cairão sobre os ombros das gerações vindouras.
Serão interditas relações intimas entre humanos e não humanos? Será que se poderá romper as barreiras éticas entre criadores e os criados?
Às vezes invejo a rapidez de processamento de dados do computador, percorre uma base de dados num ápice e nunca falha, os meus algoritmos são lentos e condicionados pela química cerebral, no entanto conformo-me com aquilo que sou e vou processando a informação dentro dos meus limites humanos.
Os algoritmos de primalidade fazem a segurança dos meus neurónios e ainda bem que não inventaram um chip de telepatia!
Larry Hunter (Biólogo Computacional-University of Colorado School of Medicine)
Estou extasiado com a possibilidade de a inteligência artificial evoluir até ao ponto de um dia se ter de equacionar o problema da legitimidade biológica dos andróides; os primeiros passos dessa criatura artificial estão dados, os rovers caminham em solo marciano, os esboços neurais estão nos processadores actuais num estado primitivo, mas à medida que a electrónica se combina com a biologia pode dar origem à criação de híbridos promissores na perspectiva holística da evolução.
O modelo de Frankenstein pode ser uma criatura artificial com um design antropomórfico, dotada de um gigantesco potencial de armazenamento de dados e de fileiras intermináveis de hipóteses, de postulados e pode ser repetidamente fabricada em linhagens específicas, introduzida no mercado global com o objectivo de libertar o Homem do esclavagismo existencial; talvez a ociosidade permita ao Homem a gestão adequada das suas emoções, dos seus sentimentos, das suas percepções.
Estarão os andróides sujeitos à lei inexorável da evolução? Poderão ser portadores de uma consciência? Uma tempestade de perguntas que cairão sobre os ombros das gerações vindouras.
Serão interditas relações intimas entre humanos e não humanos? Será que se poderá romper as barreiras éticas entre criadores e os criados?
Às vezes invejo a rapidez de processamento de dados do computador, percorre uma base de dados num ápice e nunca falha, os meus algoritmos são lentos e condicionados pela química cerebral, no entanto conformo-me com aquilo que sou e vou processando a informação dentro dos meus limites humanos.
Os algoritmos de primalidade fazem a segurança dos meus neurónios e ainda bem que não inventaram um chip de telepatia!
quarta-feira, janeiro 14, 2004
Alegorias e ateromas
Tenho dificuldade em ler tratados de angelologia porque os anjos são entidades de outra dimensão e dizem as testemunhas oculares que tais personagens tomam a forma humana com ou sem asas consoante o gosto do observador, o córtex frontal consegue ludibriar até o mais céptico dos cépticos, se os estímulos electrofisiológicos forem personalizados, porque cada ser humano usa a imaginação segundo as suas crenças e tradições e elabora a alegoria de que necessita num dado momento. Normalmente a intervenção dos anjos ocorre em situações de perigo eminente à vida do observador, a descarga de adrenalina, de endorfinas e outros neurotransmissores criam uma imagem protectora e impregnam o corpo da confiança que é precisa para vencer as situações críticas e invulgares. Nos tratados de angiologia estuda-se a arquitectura dos vasos sanguíneos, as artérias são a sede de sérios problemas vasculares e as placas ateromatosas são grafitos indesejados nas paredes arteriais, porque são mensageiros de possíveis enfartes de miocárdio e de acidentes vasculares cerebrais, precisamos de ter mais cuidado com a alimentação e com o stress do dia a dia; mas a sede de viver faz-nos pensar que nem os anjos têm paciência para esta parafernália de causas e efeitos alimentares, ambientais e cognitivos.
Os efeitos psicossomáticos ultrapassam a fé, a ciência e o imponderável, como se o amplexo enigmático entre corpo e mente possa vencer a própria realidade. A mente é uma entidade que encerra a magia do desconhecido e pode criar personagens de outras realidades paralelas.
Temos que arranjar tempo para escutar a mente no silêncio da alma!
Os efeitos psicossomáticos ultrapassam a fé, a ciência e o imponderável, como se o amplexo enigmático entre corpo e mente possa vencer a própria realidade. A mente é uma entidade que encerra a magia do desconhecido e pode criar personagens de outras realidades paralelas.
Temos que arranjar tempo para escutar a mente no silêncio da alma!
terça-feira, janeiro 13, 2004
Recordações ou nem isso!
De vez em quando vem à praça pública as condições de vida em que vivem milhares de idosos nos lares dispersos no esquecimento e no epílogo de vidas. Um problema que ultrapassa as emoções porque a biologia impõe o envelhecimento como uma forma de reposição geracional, uma espécie de carrossel, mais uma volta, mais uma viagem; a sociedade vê-se a braços com uma população cada vez maior numa faixa etária em que quase só ficam histórias para contar, mas o pior de tudo é que não há ninguém para ouvir contos de outros tempos porque os episódios do quotidiano tiram-nos a paciência de escutar os anciãos e afinal quem escuta quem.
Na era da informação e dos eventos em directo não sobra tempo para ouvirmos as entrevistas, as discussões, os documentários que os diversos canais televisivos difundem a toda a hora, quanto mais arranjar tempo para ouvir os fragmentos discursivos que estão na alma de cada um!
Enfim o tempo não se compadece com nada e por mais dura que seja a realidade é preciso que cada um se sujeite a um veredicto intemporal para poder compreender a eternidade; enquanto somos mortais ficamos em suspensão biótica até à apoptose final, não somos culpados de nada porque estamos programados num dado intervalo de tempo e nada mais.
Às vezes, encho caixotes com cassetes de vídeos vhs, com CDS musicais, livros, CDS de jogos e coloco tudo na arrecadação; ficam por lá esquecidos mas no entanto são uma recordação. A nossa sociedade faz o mesmo com os velhos, colocando-os nas arrecadações e esquecendo que amanhã estaremos, também, nós nos caixotes das recordações ou talvez nem isso!
No futuro a solidão dos velhos pode ser remediada pelo uso de interfaces de inteligência artificial e por deliciosos robots personalizados.
Cada um de nós deve guardar um minuto de introspecção diária, para termos com que nos entreter daqui a umas décadas.
Na era da informação e dos eventos em directo não sobra tempo para ouvirmos as entrevistas, as discussões, os documentários que os diversos canais televisivos difundem a toda a hora, quanto mais arranjar tempo para ouvir os fragmentos discursivos que estão na alma de cada um!
Enfim o tempo não se compadece com nada e por mais dura que seja a realidade é preciso que cada um se sujeite a um veredicto intemporal para poder compreender a eternidade; enquanto somos mortais ficamos em suspensão biótica até à apoptose final, não somos culpados de nada porque estamos programados num dado intervalo de tempo e nada mais.
Às vezes, encho caixotes com cassetes de vídeos vhs, com CDS musicais, livros, CDS de jogos e coloco tudo na arrecadação; ficam por lá esquecidos mas no entanto são uma recordação. A nossa sociedade faz o mesmo com os velhos, colocando-os nas arrecadações e esquecendo que amanhã estaremos, também, nós nos caixotes das recordações ou talvez nem isso!
No futuro a solidão dos velhos pode ser remediada pelo uso de interfaces de inteligência artificial e por deliciosos robots personalizados.
Cada um de nós deve guardar um minuto de introspecção diária, para termos com que nos entreter daqui a umas décadas.
segunda-feira, janeiro 12, 2004
Uma mão cheia de extinções
A Terra já foi assolada por inúmeras catástrofes e não foram necessárias profecias nem anticristos, simplesmente aconteceram!
Já ocorreram cinco grandes extinções biológicas, a primeira surgiu à 440 milhões de anos no período denominado Ordovícico, atingiu massivamente criaturas oceânicas que viviam em águas superficiais, enquanto que as espécies que habitavam as profundidades resistiram à extinção, o que leva os astrónomos a teorizar sobre o possível bombardeamento de raios gama sobre o planeta azul (normalmente são as supernovas que emitem um turbilhão de raios gama) e a radiação podia ter sido o gatilho da idade do gelo.
Na era do Devónico (330 milhões de anos) 60% das espécies biológicas terrestres foram dizimadas por um súbito mau humor cósmico sem explicação aparente o pesadelo reapareceu com uma violência inusitada no período Pérmico (250 milhões de anos) que pulverizou 90% da biologia terrestre, as tréguas mantiveram-se uns milhões de anos e no período tardio do Triásico (220 milhões de anos) as coisas ficaram pela metade, deve ser neste período que nasceu a teoria das probabilidades, o modelo de destruição deve ter sido experimental porque no período do Cretáceo Terciário (65 milhões de anos) metade da massa vivente foi-se num ápice e terminou o parque jurássico.
Os fósseis contam-nos histórias admiráveis de uma viagem planetária e hoje somos os narradores de eventos perdidos no tempo, mas foram as sucessivas extinções que nos permitiram criar lendas e narrativas.
Os intervalos de tempo entre as extinções dão-nos uma oportunidade de tentar compreender os mistérios do Universo, talvez nos tornemos fósseis na próxima extinção mas entretanto espalhámos a notícia pelo Cosmos. Hehehehe
Já ocorreram cinco grandes extinções biológicas, a primeira surgiu à 440 milhões de anos no período denominado Ordovícico, atingiu massivamente criaturas oceânicas que viviam em águas superficiais, enquanto que as espécies que habitavam as profundidades resistiram à extinção, o que leva os astrónomos a teorizar sobre o possível bombardeamento de raios gama sobre o planeta azul (normalmente são as supernovas que emitem um turbilhão de raios gama) e a radiação podia ter sido o gatilho da idade do gelo.
Na era do Devónico (330 milhões de anos) 60% das espécies biológicas terrestres foram dizimadas por um súbito mau humor cósmico sem explicação aparente o pesadelo reapareceu com uma violência inusitada no período Pérmico (250 milhões de anos) que pulverizou 90% da biologia terrestre, as tréguas mantiveram-se uns milhões de anos e no período tardio do Triásico (220 milhões de anos) as coisas ficaram pela metade, deve ser neste período que nasceu a teoria das probabilidades, o modelo de destruição deve ter sido experimental porque no período do Cretáceo Terciário (65 milhões de anos) metade da massa vivente foi-se num ápice e terminou o parque jurássico.
Os fósseis contam-nos histórias admiráveis de uma viagem planetária e hoje somos os narradores de eventos perdidos no tempo, mas foram as sucessivas extinções que nos permitiram criar lendas e narrativas.
Os intervalos de tempo entre as extinções dão-nos uma oportunidade de tentar compreender os mistérios do Universo, talvez nos tornemos fósseis na próxima extinção mas entretanto espalhámos a notícia pelo Cosmos. Hehehehe
domingo, janeiro 11, 2004
A perfídia da insulina
A diabetes tornou-se uma situação clínica vulgar no mundo civilizado, a ingestão à volta da roda dos alimentos nem sempre obedece à noção do razoável, mas a gula é já um pecado antigo e nem só de pão vive o Homem. Por vezes é difícil resistir aos estímulos e às simulações de apetites mediáticos, afinal de contas os olhos também comem e por vezes a sedução da gastronomia cai-nos em cima!
O controle da glicemia resulta do equilíbrio entre a insulina e as hormonas contrareguladoras glucagina, cortisol, epinefrina e hormona do crescimento, um amontoado de reacções químicas que no silêncio do mundo molecular são completamente indiferentes ao prazer duma suculenta refeição e à manutenção de uma estética corporal.
Será que a sociedade de consumo nos conduz à obesidade ou será que a sociedade está insípida e precisa de um aditivo de peso?
Temos que tentar repudiar o sedentarismo, os excessos de açúcares, comer vegetais, diminuir o stress, pagar os impostos e rir às gargalhadas.
Hum é melhor ir até à cozinha emborcar a paelha e o pâncreas que faça o que lhe compete, porque afinal de contas a competência é a alma do negócio!
O controle da glicemia resulta do equilíbrio entre a insulina e as hormonas contrareguladoras glucagina, cortisol, epinefrina e hormona do crescimento, um amontoado de reacções químicas que no silêncio do mundo molecular são completamente indiferentes ao prazer duma suculenta refeição e à manutenção de uma estética corporal.
Será que a sociedade de consumo nos conduz à obesidade ou será que a sociedade está insípida e precisa de um aditivo de peso?
Temos que tentar repudiar o sedentarismo, os excessos de açúcares, comer vegetais, diminuir o stress, pagar os impostos e rir às gargalhadas.
Hum é melhor ir até à cozinha emborcar a paelha e o pâncreas que faça o que lhe compete, porque afinal de contas a competência é a alma do negócio!
sábado, janeiro 10, 2004
Nano Partículas
A perspectiva do el dourado da nano tecnologia promete mudanças fantásticas no mundo que anseia por uma alquimia de corpos longevos e saudáveis. A revolução nano tecnológica vai transformar a concepção de todas as coisas e o mundo de amanhã pode ultrapassar as ideias mais excêntricas dos ficcionistas actuais.
As experiências recentes efectuadas em ratos, mostram que nano partículas depositadas na mucosa nasal podiam migrar através do cérebro e alcançar a circulação sanguínea chegando mesmo a atingir os pulmões. Promissora esta tecnologia de intervenção no sistema de saúde, na busca de novas formas terapêuticas, de novas abordagens no campo aberto da biologia molecular, porque as nanoparticulas poderão resolver situações clínicas antes que elas se expressem no corpo.
Concordo com o Prof. Ken Donaldson (Prof of Respiratory Toxicology, University of Edinburgh, UK), quando afirma que poderá existir o risco de respirarmos os pequeníssimos materiais nano tecnológicos que ao entrarem no sistema biológico podem fomentar a ocorrência de reacções adversas por parte do sistema imunitário; sem dúvida que outros problemas se podem colocar em termos de manipulação de populações através de agentes invisíveis. No entanto os dados estão lançados e o chamariz de uma nova indústria atrai os big ones da economia global.
Não acredito muito em moratórias nem em códigos de honra, mas espero que a espécie humana não perca totalmente o bom senso quando se tornar um híbrido!
As experiências recentes efectuadas em ratos, mostram que nano partículas depositadas na mucosa nasal podiam migrar através do cérebro e alcançar a circulação sanguínea chegando mesmo a atingir os pulmões. Promissora esta tecnologia de intervenção no sistema de saúde, na busca de novas formas terapêuticas, de novas abordagens no campo aberto da biologia molecular, porque as nanoparticulas poderão resolver situações clínicas antes que elas se expressem no corpo.
Concordo com o Prof. Ken Donaldson (Prof of Respiratory Toxicology, University of Edinburgh, UK), quando afirma que poderá existir o risco de respirarmos os pequeníssimos materiais nano tecnológicos que ao entrarem no sistema biológico podem fomentar a ocorrência de reacções adversas por parte do sistema imunitário; sem dúvida que outros problemas se podem colocar em termos de manipulação de populações através de agentes invisíveis. No entanto os dados estão lançados e o chamariz de uma nova indústria atrai os big ones da economia global.
Não acredito muito em moratórias nem em códigos de honra, mas espero que a espécie humana não perca totalmente o bom senso quando se tornar um híbrido!
sexta-feira, janeiro 09, 2004
Noites Alaranjadas
O clã Bush prepara-se para agarrar no sucesso da Spirit e do savoire faire da NASA para dar uma preciosa ajuda para a reeleição do Presidente George Bush, enfim uma artimanha eleitoral como outra qualquer, mas relançar os voos tripulados à Lua é uma excelente noticia após 31 anos de ausência e aponta-se no horizonte para a instalação de uma colónia humana no nosso nocturno satélite; uma entreajuda entre a NASA e o High Tech da política. Presumo que o incentivo das viagens tripuladas a crateras lunares se deve ao interesse suscitado pelo governo chinês nas pedras lunares devem querer pintá-las de amarelo e disseminá-las no mercado global hehehe. Espero que o Governo Americano tente resolver o conflito que tem entre mãos no Médio Oriente, é preciso evitar que o sangue continue a correr em nome de petróleos, dólares e deuses, as pedras lunares podem ensinar alguma coisa sobre o solidão de um planeta.
O projecto Mars Exploration Rover tem em viagem outro rover denominado Opportunity, que terá contacto com as terras alaranjadas de Marte no dia 24 de Janeiro, com a missão especifica de efectuar a prospecção de indícios de vida no passado sem história de Marte. Sem dúvida que este mês de Janeiro é o mês de Marte e de céus alaranjados onde nos é permitido sonhar um pouco mais.
Acho que vou à procura de umas gatas alaranjadas e vou encher o bucho com umas limonadas adubadas em carícias nocturnas, hum não há dúvida que Marte me dá volta à cabeça!
Meowww
O projecto Mars Exploration Rover tem em viagem outro rover denominado Opportunity, que terá contacto com as terras alaranjadas de Marte no dia 24 de Janeiro, com a missão especifica de efectuar a prospecção de indícios de vida no passado sem história de Marte. Sem dúvida que este mês de Janeiro é o mês de Marte e de céus alaranjados onde nos é permitido sonhar um pouco mais.
Acho que vou à procura de umas gatas alaranjadas e vou encher o bucho com umas limonadas adubadas em carícias nocturnas, hum não há dúvida que Marte me dá volta à cabeça!
Meowww
quinta-feira, janeiro 08, 2004
Uma questão de Buracos
Os buracos negros têm uma atracção fatal pela matéria, um redemoinho de voragem que reduz a matéria a quarks invisíveis. Se considerarmos como uma singularidade um determinado buraco negro que tudo engole e tudo retém, também podemos imaginar que a um dado momento ocorre uma metamorfose energética no núcleo desse mesmo buraco negro que se transforma numa singularidade de buraco branco e toda a matéria contida é expulsa numa explosão que poderíamos chamar Universo.
O Big Bang pode ter sido a expressão artística da singularidade da metamorfose dos Buracos!
Afinal de contas teorizar é um expediente que a imaginação usa para tornar a percepção do evento suportável à escala hominídea.
As equações matemáticas da teoria da relatividade provocam-me vertigens, acho que me afundo num buraco de estranha ignorância, mas os neurónios de gato não chegam ao diferencial da questão. A minha ignorância é perpendicular aos catetos da insatisfação, embora estar insatisfeito significa estar vivo, estar vivo é procurar algo invulgar ou demasiado vulgar e o Big Bang não se preocupa com teorias humanas.
Veio-me à memória o ideograma Ying Yang não como símbolo dualista, mas como a representação de um par de forças complementares que actua incessantemente no universo, se existem buracos negros também há a probabilidade de existirem buracos brancos, ou talvez seja tudo uma questão de buracos!
O Big Bang pode ter sido a expressão artística da singularidade da metamorfose dos Buracos!
Afinal de contas teorizar é um expediente que a imaginação usa para tornar a percepção do evento suportável à escala hominídea.
As equações matemáticas da teoria da relatividade provocam-me vertigens, acho que me afundo num buraco de estranha ignorância, mas os neurónios de gato não chegam ao diferencial da questão. A minha ignorância é perpendicular aos catetos da insatisfação, embora estar insatisfeito significa estar vivo, estar vivo é procurar algo invulgar ou demasiado vulgar e o Big Bang não se preocupa com teorias humanas.
Veio-me à memória o ideograma Ying Yang não como símbolo dualista, mas como a representação de um par de forças complementares que actua incessantemente no universo, se existem buracos negros também há a probabilidade de existirem buracos brancos, ou talvez seja tudo uma questão de buracos!
quarta-feira, janeiro 07, 2004
Enquanto é tempo...
"Cancer mainly affects older people and as our population ages, we are inevitably seeing more cases"
Prof. David Forman Presidente da UK Association of Cancer Registries
O cancro dissemina-se no silêncio e quando atinge o estádio de imortalidade condena o seu usuário à mortalidade. Preconiza-se um estilo de vida saudável, uma dieta adequada e talvez um bom pedaço de fé, porque o ar que respiramos está contaminado de dioxinas, poluentes indeterminados aos nossos olhos leigos e absolutamente inocentes; quanto à alimentação é melhor não ler os ingredientes e os aditivos, engolir e calar; quanto à competição no mundo laboral é melhor continuar na arena do que numa lista de desemprego, ainda temos que defrontar os conflitos familiares freudianos e acreditar que não existe explicação para a paciência dos budistas.
Hum... Estou condenado a ser engolido por um tumor maligno num órgão qualquer é a factura da longevidade, mas é preciso sobreviver ao acaso e aos acidentes de tráfego, vou gozar a vida enquanto posso, espero que a oncologia tenha êxito na busca de soluções e alternativas de qualidade de vida seja em que idade for.
Deixemos a imortalidade do lado de lá dos nossos corpos e sejamos felizes!
Prof. David Forman Presidente da UK Association of Cancer Registries
O cancro dissemina-se no silêncio e quando atinge o estádio de imortalidade condena o seu usuário à mortalidade. Preconiza-se um estilo de vida saudável, uma dieta adequada e talvez um bom pedaço de fé, porque o ar que respiramos está contaminado de dioxinas, poluentes indeterminados aos nossos olhos leigos e absolutamente inocentes; quanto à alimentação é melhor não ler os ingredientes e os aditivos, engolir e calar; quanto à competição no mundo laboral é melhor continuar na arena do que numa lista de desemprego, ainda temos que defrontar os conflitos familiares freudianos e acreditar que não existe explicação para a paciência dos budistas.
Hum... Estou condenado a ser engolido por um tumor maligno num órgão qualquer é a factura da longevidade, mas é preciso sobreviver ao acaso e aos acidentes de tráfego, vou gozar a vida enquanto posso, espero que a oncologia tenha êxito na busca de soluções e alternativas de qualidade de vida seja em que idade for.
Deixemos a imortalidade do lado de lá dos nossos corpos e sejamos felizes!
terça-feira, janeiro 06, 2004
O bacilo literário
A tuberculose foi durante séculos o flagelo misterioso que assolava a sociedade humana. O mito da tísica associada à melancolia tornou possível o romantismo mórbido da literatura do século XVIII e do XIX, era chic ser-se pálido e usar lenços perfumados e raiados de sangue; as pessoas eram flores ceifadas por uma consumpção e ficavam vidas por viver.
Laennec, enquanto não foi dizimado pela tísica aos 35 anos, teve tempo para definir a classificação anatomopatológica da tuberculose, inventar o estetoscópio e estabelecer a ligação entre os sons ouvidos e as lesões pulmonares.
Em Dezembro de 1865 na Academia de Medicina de Paris, o Sr. Villemin relatou os resultados das suas experiências com tecidos humanos e bovinos tuberculizados e injectados em coelhos e cobaias que lhe permitia deduzir que a tuberculose era uma infecção específica transmitida por um agente subtil, a sua dissertação foi ignorada e chegou a ser insultado pela sua ousadia de retirar a hereditariedade do historial da doença. Porém despertou outras consciências médicas, em 1882 o Sr. Hock isolou o bacilo responsável pela tuberculose - bacilo de Kock- e assim o mistério da tísica desapareceu da glamour literária.
As bactérias podem tornar-se patogénicas nos corpos humanos, numa espécie de luta pela sobrevivência, recorrendo a mutações e arremessando armas de resistência lutam pelo território que invadem e pelos recursos que encontram. A pouco e pouco a inteligência humana consegue debelar diversas infecções com o recurso à antibioterapia, à vacinação, a medidas de higiene e prevenção social... Mas a guerra é incessante, o tabagismo coloca outros problemas ao aparelho respiratório e muitas vezes a caquexia é o fim de um cancro pulmonar; embora a tuberculose grasse nas comunidades pobres e nos indivíduos imunodeprimidos já não faz parte dos dramas das novelas diárias das televisões globais.
Não sou gato almiscarado, logo não tenho que ser abatido porque a SARS e a China são pesadelos do Oriente. Não ando tísico porque não tenho comportamentos de risco, mas sinto-me invadido por uma nostalgia de Janeiro!
Laennec, enquanto não foi dizimado pela tísica aos 35 anos, teve tempo para definir a classificação anatomopatológica da tuberculose, inventar o estetoscópio e estabelecer a ligação entre os sons ouvidos e as lesões pulmonares.
Em Dezembro de 1865 na Academia de Medicina de Paris, o Sr. Villemin relatou os resultados das suas experiências com tecidos humanos e bovinos tuberculizados e injectados em coelhos e cobaias que lhe permitia deduzir que a tuberculose era uma infecção específica transmitida por um agente subtil, a sua dissertação foi ignorada e chegou a ser insultado pela sua ousadia de retirar a hereditariedade do historial da doença. Porém despertou outras consciências médicas, em 1882 o Sr. Hock isolou o bacilo responsável pela tuberculose - bacilo de Kock- e assim o mistério da tísica desapareceu da glamour literária.
As bactérias podem tornar-se patogénicas nos corpos humanos, numa espécie de luta pela sobrevivência, recorrendo a mutações e arremessando armas de resistência lutam pelo território que invadem e pelos recursos que encontram. A pouco e pouco a inteligência humana consegue debelar diversas infecções com o recurso à antibioterapia, à vacinação, a medidas de higiene e prevenção social... Mas a guerra é incessante, o tabagismo coloca outros problemas ao aparelho respiratório e muitas vezes a caquexia é o fim de um cancro pulmonar; embora a tuberculose grasse nas comunidades pobres e nos indivíduos imunodeprimidos já não faz parte dos dramas das novelas diárias das televisões globais.
Não sou gato almiscarado, logo não tenho que ser abatido porque a SARS e a China são pesadelos do Oriente. Não ando tísico porque não tenho comportamentos de risco, mas sinto-me invadido por uma nostalgia de Janeiro!
segunda-feira, janeiro 05, 2004
Redes e Emoções
Os pioneiros da Internet comemoram este efeito maravilhoso de estarmos todos juntos neste mundo de informação e comunicação, passaram trinta anos desde o momento em que Bob Kahn e Vint Cerf criaram TCP/IP "Transmission Control Protocol/Internet Protocol" o que tornou possível o salto da Arpanet para a Internet, estabeleceram o cyber esqueleto das redes da informação entre os computadores, mas o boom do uso desta engenharia de sistemas só ocorreu em 1986 quando empresas como a Cisco, a Proteon apresentaram numa reunião comercial em S. Francisco (USA) produtos viáveis de hardware que podiam ser acessíveis a qualquer consumidor que tivesse o apetite das novidades; então a internet salta das comunidades restritas (académicas, militares, pesquisa cientifica) para o lugar comum dos gentios.
Considerado um dos melhores pensadores do século XX, o inventor Tim Berners-Lee, criou um browser, nasceu WWW (World Wide Web ) e deu origem a uma revolução cultural que mudou a face da civilização humana para as fronteiras do Amanhã, um modo invulgar de ser omnipresente num corpo distante. A fantasia dos profetas foi ultrapassada pelo racionalismo e a inteligência de homens que acreditaram que podiam mudar o mundo!
Hoje, vivemos nesta admirável aldeia global onde todos podemos aceder à enciclopédia global do conhecimento, podemos perder a noção do tempo quando olhamos o mundo dos terabytes e somos inexplicavelmente absorvidos pelas emoções do estar, do ser, do acontecer.
Considerado um dos melhores pensadores do século XX, o inventor Tim Berners-Lee, criou um browser, nasceu WWW (World Wide Web ) e deu origem a uma revolução cultural que mudou a face da civilização humana para as fronteiras do Amanhã, um modo invulgar de ser omnipresente num corpo distante. A fantasia dos profetas foi ultrapassada pelo racionalismo e a inteligência de homens que acreditaram que podiam mudar o mundo!
Hoje, vivemos nesta admirável aldeia global onde todos podemos aceder à enciclopédia global do conhecimento, podemos perder a noção do tempo quando olhamos o mundo dos terabytes e somos inexplicavelmente absorvidos pelas emoções do estar, do ser, do acontecer.
domingo, janeiro 04, 2004
Céus Nocturnos
Em 1905, Albert Einstein (apenas com 25 anos de idade) publicou um artigo que mudou a forma de pensar dos cientistas, destronou o mundo mecânico de Newton e abriu a porta a novos horizontes quânticos, a qualquer momento outras portas nos trarão novos conhecimentos e aos poucos veremos surgir uma panóplia de campos de conhecimento onde as sementeiras das teorias germinam para que no futuro existam frutos de árvores proibidas neste ponto remoto da galáxia.
Os geneticistas sabem que existe algo improvável e secreto no património genético das chitas após estudarem o DNA dos animais verificaram que são idênticos, uma pool restrita de genes, uma espécie de manipulação genética feita algures no passado pela cognoscibilidade da evolução. Após a destruição geral dos habitats a chita arrisca-se a ser mais um belo exemplar inscrito no livro da extinção!
No pool genético humano existem cerca de 4000 doenças relativas a anomalias genéticas enquanto nos primatas o número de doenças cromossómicas são em número muito menor, talvez seja o preço que a evolução nos faz pagar pelo upgrade!
O sucesso da viagem da sonda Spirit faz-nos sonhar com a terraformação de Marte e com expedições a um mundo provisoriamente vermelho que um dia poderá ter jardins de aveia modificada e de girassóis estriados,
A exploração do sistema solar precisa da ajuda de um cérebro revolucionário e de um golpe de sorte para tornar a antigravidade uma possibilidade industrial e não apenas uma teoria em experimentação.
Os primatas saberão sonhar quando olham as estrelas num céu nocturno?
Os geneticistas sabem que existe algo improvável e secreto no património genético das chitas após estudarem o DNA dos animais verificaram que são idênticos, uma pool restrita de genes, uma espécie de manipulação genética feita algures no passado pela cognoscibilidade da evolução. Após a destruição geral dos habitats a chita arrisca-se a ser mais um belo exemplar inscrito no livro da extinção!
No pool genético humano existem cerca de 4000 doenças relativas a anomalias genéticas enquanto nos primatas o número de doenças cromossómicas são em número muito menor, talvez seja o preço que a evolução nos faz pagar pelo upgrade!
O sucesso da viagem da sonda Spirit faz-nos sonhar com a terraformação de Marte e com expedições a um mundo provisoriamente vermelho que um dia poderá ter jardins de aveia modificada e de girassóis estriados,
A exploração do sistema solar precisa da ajuda de um cérebro revolucionário e de um golpe de sorte para tornar a antigravidade uma possibilidade industrial e não apenas uma teoria em experimentação.
Os primatas saberão sonhar quando olham as estrelas num céu nocturno?
sábado, janeiro 03, 2004
O momento crucial da Spirit
"You can think of these vehicles as being robot field geologists. A field geologist is like a detective at the scene of a crime. They go to a place where something happened long ago and they try to read the clues"
Steven Squyres (Mars rover scientist)
Está a chegar a hora da verdade para a sonda Spirit em terras marcianas, sabemos que a frenética tentativa de aceder aos mistérios do planeta vermelho é um leviatão que por vezes desconcerta os cientistas e os sonhadores.
O engenho humano passeia-se pelo sistema solar, a Spirit após sete meses de viagem vai atravessar seis minutos na profundidade dos infernos ao entrar na mundo marciano, um planeta que atrai a expectativa de sucessos tecnológicos e a suposição de novas formas de vida fossilizadas num passado desconhecido.
Espero que a missão do Spirit tenha um momento de glória e que não seja um simples epitáfio nas tempestades marcianas.
No mar vermelho perderam todas as ilusões 152 pessoas, a narrativa de mais uma tragédia está na caixa negra de um avião que mergulhou no derradeiro voo, no entanto o céu continua azul enquanto as lágrimas de sangue continuam a ser derramadas pelos corações daqueles que são atingidos pelo infortúnio de perderem os seus familiares e amigos.
As algas azuis trabalharam incessantemente durante dois biliões de anos para que a biodiversidade fosse um êxito, porém a sexualidade trouxe um problema insolúvel, a morte. Talvez as sondas nos tragam a confirmação que não existe morte em Marte e que o céu marciano é vermelho.
Steven Squyres (Mars rover scientist)
Está a chegar a hora da verdade para a sonda Spirit em terras marcianas, sabemos que a frenética tentativa de aceder aos mistérios do planeta vermelho é um leviatão que por vezes desconcerta os cientistas e os sonhadores.
O engenho humano passeia-se pelo sistema solar, a Spirit após sete meses de viagem vai atravessar seis minutos na profundidade dos infernos ao entrar na mundo marciano, um planeta que atrai a expectativa de sucessos tecnológicos e a suposição de novas formas de vida fossilizadas num passado desconhecido.
Espero que a missão do Spirit tenha um momento de glória e que não seja um simples epitáfio nas tempestades marcianas.
No mar vermelho perderam todas as ilusões 152 pessoas, a narrativa de mais uma tragédia está na caixa negra de um avião que mergulhou no derradeiro voo, no entanto o céu continua azul enquanto as lágrimas de sangue continuam a ser derramadas pelos corações daqueles que são atingidos pelo infortúnio de perderem os seus familiares e amigos.
As algas azuis trabalharam incessantemente durante dois biliões de anos para que a biodiversidade fosse um êxito, porém a sexualidade trouxe um problema insolúvel, a morte. Talvez as sondas nos tragam a confirmação que não existe morte em Marte e que o céu marciano é vermelho.
sexta-feira, janeiro 02, 2004
Leap Second
Desde 1972 que os cientistas adoptaram o Atomic-based Coordinated Universal Time e tinham optado por acrescentar o leap second no último dia de cada ano, durante 28 anos o procedimento ocorreu sem problemas, para corrigir o ligeiro atraso que a Terra sofria anualmente na sua órbita em redor do Sol ao longo do último milénio de viagens circum solares.
É evidente que o leap second é um dos frutos da invenção do relógio atómico (1955).
Em 1999 os cientistas descobriram que o micro retardamento já não ocorria; isto é, já não precisam de recorrer ao leap second, desconhecem-se as causas da normalização do percurso terrestre, talvez seja devido a mudanças do núcleo terrestre, modificações climáticas etc..
Quantas razões a razão desconhece?
Mesmo na era do relógio atómico não consigo acertar os horários das muitas tarefas em torno do quotidiano humm é melhor acrescentar um montão de leap second ao meu calendário animista!
É evidente que o leap second é um dos frutos da invenção do relógio atómico (1955).
Em 1999 os cientistas descobriram que o micro retardamento já não ocorria; isto é, já não precisam de recorrer ao leap second, desconhecem-se as causas da normalização do percurso terrestre, talvez seja devido a mudanças do núcleo terrestre, modificações climáticas etc..
Quantas razões a razão desconhece?
Mesmo na era do relógio atómico não consigo acertar os horários das muitas tarefas em torno do quotidiano humm é melhor acrescentar um montão de leap second ao meu calendário animista!
quinta-feira, janeiro 01, 2004
Chegou o Ano Novo
Oooops... espero que não tenham cefaleias, nem indisposições depois de ingestões em homenagem a Baco e outros deuses afins.
Agora resta-nos aquietar a mente e o corpo na rotina dos dias, embora o improviso dos acontecimentos tragam novos rumos, novos trilhos para caminharmos com a esperança que há sempre qualquer coisa de atraente nos caminhos da vida.
Ainda estou meio ganzado e nem esta chuva cinzenta me lava os pensamentos toldados por tantas pequenas iniquidades hehehehe.
Espero que o ano de 2004 seja menos bélico, mais equitativo, menos miserável, mais solidário....ahahaha ainda estou sob o efeito de radicais que me dão volta ao sistema límbico.
Agora resta-nos aquietar a mente e o corpo na rotina dos dias, embora o improviso dos acontecimentos tragam novos rumos, novos trilhos para caminharmos com a esperança que há sempre qualquer coisa de atraente nos caminhos da vida.
Ainda estou meio ganzado e nem esta chuva cinzenta me lava os pensamentos toldados por tantas pequenas iniquidades hehehehe.
Espero que o ano de 2004 seja menos bélico, mais equitativo, menos miserável, mais solidário....ahahaha ainda estou sob o efeito de radicais que me dão volta ao sistema límbico.