quarta-feira, janeiro 14, 2004
Alegorias e ateromas
Tenho dificuldade em ler tratados de angelologia porque os anjos são entidades de outra dimensão e dizem as testemunhas oculares que tais personagens tomam a forma humana com ou sem asas consoante o gosto do observador, o córtex frontal consegue ludibriar até o mais céptico dos cépticos, se os estímulos electrofisiológicos forem personalizados, porque cada ser humano usa a imaginação segundo as suas crenças e tradições e elabora a alegoria de que necessita num dado momento. Normalmente a intervenção dos anjos ocorre em situações de perigo eminente à vida do observador, a descarga de adrenalina, de endorfinas e outros neurotransmissores criam uma imagem protectora e impregnam o corpo da confiança que é precisa para vencer as situações críticas e invulgares. Nos tratados de angiologia estuda-se a arquitectura dos vasos sanguíneos, as artérias são a sede de sérios problemas vasculares e as placas ateromatosas são grafitos indesejados nas paredes arteriais, porque são mensageiros de possíveis enfartes de miocárdio e de acidentes vasculares cerebrais, precisamos de ter mais cuidado com a alimentação e com o stress do dia a dia; mas a sede de viver faz-nos pensar que nem os anjos têm paciência para esta parafernália de causas e efeitos alimentares, ambientais e cognitivos.
Os efeitos psicossomáticos ultrapassam a fé, a ciência e o imponderável, como se o amplexo enigmático entre corpo e mente possa vencer a própria realidade. A mente é uma entidade que encerra a magia do desconhecido e pode criar personagens de outras realidades paralelas.
Temos que arranjar tempo para escutar a mente no silêncio da alma!
Os efeitos psicossomáticos ultrapassam a fé, a ciência e o imponderável, como se o amplexo enigmático entre corpo e mente possa vencer a própria realidade. A mente é uma entidade que encerra a magia do desconhecido e pode criar personagens de outras realidades paralelas.
Temos que arranjar tempo para escutar a mente no silêncio da alma!
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