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terça-feira, janeiro 27, 2004

Arte na filogenia viral 

Vírus, criaturas microscópicas que não possuem a propriedade essencial ao sistema biológico (capacidade de reprodução), arranjaram estratagemas de se replicarem nas células alvo e de assegurarem a sobrevivência do seu reino quase inerte, quase silencioso.

Actualmente a contagem de genomas virais ultrapassa os 2000 e deve existir uma máfia algures em mutação, um bom elenco de mutações pode criar um filme de terror e não é uma produção hollywoodesca, um guião de aprendizagem biológica com o sucesso integral no mundo vivo. Os vírus parasitaram todo o sistema biológico, acomodaram-se aos insectos, aos moluscos, às plantas, aos peixes, aos répteis, às aves, aos mamíferos, aos fungos e às bactérias e assinam o sucesso da sua identidade na sua absoluta necessidade de invadir a quietude celular de outras espécies.

Usam a geometria e ficheiros de DNA/RNA para compactarem a informação e gerirem os seus “affaires”de infectar células, de as escravizar, destitui-las das suas funções normais para a sua própria replicação e os filhos desta automatização de sobrevivência infectam outras células e continuam o seu processo esclavagista; a guerra é declarada num silêncio de sinais, o recrutamento dos soldados do sistema imunitário do hospedeiro libertam as armas químicas adequadas para conseguir o declínio do agente invasor... Assim nestas guerras permanentes e silenciosas vive a orbe terráquea.

As epizootias são uma brincadeira de mau gosto dessas criaturas que resolvem saltar de uma espécie de hospedeiro para outra espécie, por isso o abate massivo das aves no Oriente é uma medida correcta para tentar e evitar o salto para a espécie humana.

Acho que os vírus têm a arte de uma filogenia de centenas de milhões de anos e uma ética que precisa de ser modificada pela inteligência humana.

Usamos vacinas e fármacos antivirais nesta guerra sem tréguas, mas continuamos com as defesas em alerta máximo, porque os vírus não assinam armistícios.

Em Hollywood prepara-se a cerimónia das estátuas e a trilogia do Sr. dos Anéis ajeita-se para se replicar em Óscares e aplausos.

Sem viroses nem tempo para cinemas, cá vou calcorreando os dias!

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