terça-feira, janeiro 13, 2004
Recordações ou nem isso!
De vez em quando vem à praça pública as condições de vida em que vivem milhares de idosos nos lares dispersos no esquecimento e no epílogo de vidas. Um problema que ultrapassa as emoções porque a biologia impõe o envelhecimento como uma forma de reposição geracional, uma espécie de carrossel, mais uma volta, mais uma viagem; a sociedade vê-se a braços com uma população cada vez maior numa faixa etária em que quase só ficam histórias para contar, mas o pior de tudo é que não há ninguém para ouvir contos de outros tempos porque os episódios do quotidiano tiram-nos a paciência de escutar os anciãos e afinal quem escuta quem.
Na era da informação e dos eventos em directo não sobra tempo para ouvirmos as entrevistas, as discussões, os documentários que os diversos canais televisivos difundem a toda a hora, quanto mais arranjar tempo para ouvir os fragmentos discursivos que estão na alma de cada um!
Enfim o tempo não se compadece com nada e por mais dura que seja a realidade é preciso que cada um se sujeite a um veredicto intemporal para poder compreender a eternidade; enquanto somos mortais ficamos em suspensão biótica até à apoptose final, não somos culpados de nada porque estamos programados num dado intervalo de tempo e nada mais.
Às vezes, encho caixotes com cassetes de vídeos vhs, com CDS musicais, livros, CDS de jogos e coloco tudo na arrecadação; ficam por lá esquecidos mas no entanto são uma recordação. A nossa sociedade faz o mesmo com os velhos, colocando-os nas arrecadações e esquecendo que amanhã estaremos, também, nós nos caixotes das recordações ou talvez nem isso!
No futuro a solidão dos velhos pode ser remediada pelo uso de interfaces de inteligência artificial e por deliciosos robots personalizados.
Cada um de nós deve guardar um minuto de introspecção diária, para termos com que nos entreter daqui a umas décadas.
Na era da informação e dos eventos em directo não sobra tempo para ouvirmos as entrevistas, as discussões, os documentários que os diversos canais televisivos difundem a toda a hora, quanto mais arranjar tempo para ouvir os fragmentos discursivos que estão na alma de cada um!
Enfim o tempo não se compadece com nada e por mais dura que seja a realidade é preciso que cada um se sujeite a um veredicto intemporal para poder compreender a eternidade; enquanto somos mortais ficamos em suspensão biótica até à apoptose final, não somos culpados de nada porque estamos programados num dado intervalo de tempo e nada mais.
Às vezes, encho caixotes com cassetes de vídeos vhs, com CDS musicais, livros, CDS de jogos e coloco tudo na arrecadação; ficam por lá esquecidos mas no entanto são uma recordação. A nossa sociedade faz o mesmo com os velhos, colocando-os nas arrecadações e esquecendo que amanhã estaremos, também, nós nos caixotes das recordações ou talvez nem isso!
No futuro a solidão dos velhos pode ser remediada pelo uso de interfaces de inteligência artificial e por deliciosos robots personalizados.
Cada um de nós deve guardar um minuto de introspecção diária, para termos com que nos entreter daqui a umas décadas.
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