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segunda-feira, agosto 16, 2004

Irrealidades Virtuais 

Doom 3 já saiu do covil para agitar o rebanho de fãs em orgias múltiplas de tiros e excêntricas criaturas marcianas que resfolgam lamentos luciféricos. Hum lá fui experimentar a escuridão e a possibilidade de ser herói numa realidade virtual alienígenas, os zombies mergulhados na hemoglobina da acção tornam a escuridão sofrível. Desisti ao fim de uma hora, zonzo com a carga de violência e fiquei a matutar no impacto deste tipo de jogo no subconsciente de jovens adolescentes que, ainda, se encontram na fase de amadurecimento neural e cognitivo; talvez seja catártico, inofensivo, uma diversão virtual sem repercussões no tecido emocional, a natureza lúdica dos jogos é uma espécie de faz de conta, de desafios repetitivos e a adrenalina fica sentada diante do écran enquanto o voo de parapente é um sedativo para corpos reais.

Na realidade virtual tudo é possível e os heróis nascem como cogumelos na floresta dos high scores, a loucura é o salvo-conduto para todas as iniquidades, os jogos são simulações de prazer e todas as criaturas aprendem a brincar. No Coliseu de outros tempos a realidade superou a realidade virtual e a excitação na arena ficou plasmada na necessidade do esquecimento.

A violência é dolorosa para mentes pudicas e sensíveis; mas fico em transe de mau humor quando penso no canibalismo galáctico, existem galáxias maiores a engolirem despudoradamente galáxias menores e o Universo sontinua vivo e assombrosamente desconhecido.

Vou fazer uma pausa com kit-kat ... e vou apanhar a brisa nocturna disponível.


domingo, agosto 15, 2004

Perfumes e regressos 

Meow... Meow

Hum... Abro a janela deste blog suburbano e fico envolto nas fragrâncias dos vossos comentários; afinal de contas no corpo da blogosfera pulsam emoções vivas que fazem eclodir inúmeros pensamentos.

O tempo deve ter uma densidade específica de magia, voa como um pássaro majestoso nas vidas em viagem circunstancial.

Atolei-me em pequenos afazeres e em pedaços de férias matizadas de oceanos e brisas inesquecíveis. O furacão Charley espalhou a sua presença em réstias de desolação, as forças da natureza são indomáveis e misteriosas enquanto nós humanos continuamos imprevisíveis, negligentes e observadores.

Vou ter que fazer múltiplas incursões nos jardins de palavras da blogosfera e talvez aquiete os pensamentos na aromaterapia dos símbolos, das metáforas dos vossos posts.

Na vizinhança da impermanência continuo desajeitadamente vivo entre a natureza das coisas e as necessidades sinápticas do pensamento.
Vou desfazer, lentamente, as malas de viagem e despejar megas de pixeis fotográficos nos folders apropriados.

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